QUEM SÃO OS MEUS PAIS?

 Quem são os seus pais? Não pergunto pelo nome deles, mas quem são como indivíduos.

Você já se deu conta de que antes dos seus pais serem os seus pais eles já foram filhos? Já foram crianças, adolescentes, jovens solteiros, já foram desobedientes, erraram tentando acertar, procuraram refúgio, acertaram sem se dar conta, enfrentaram derrotas, recomeçaram, conquistaram vitórias, e por aí vai…

Os seus pais são pessoas comuns.

Todos nós somos filhos de alguém. Todos nós temos um pai e uma mãe.

E, quantas vezes você olhou para os seus pais como se fossem super-homem ou super-mulher? Aqueles que faziam ou fazem de tudo, que iriam atrás de qualquer coisa por você. Eu mesma já olhei muitas vezes para os meus pais como “super’s”. E, quando eu descobri que eles eram pessoas normais assim como eu, tive algumas decepções.

Busquei autoconhecimento e notei que os defeitos deles também devem ser reverenciados e respeitados. Pois, a partir do momento que eu respeito o meu pai e a minha mãe como seres comuns que são, assim como eu, cheia de defeitos, cheia de qualidades, e que as qualidades superam os defeitos, eu internalizo o meu pai e a minha mãe no meu peito e reverencio quem eles foram, quem eles são e o que eles fizeram por mim. Eu entendo que, tudo o que eles fizeram por mim foi o suficiente. Eles fizeram o melhor que podiam, da maneira que eles podiam. Dessa forma, nos preenchemos com uma sensação incrível de bem-estar que nos acompanha dentro e fora de casa.

Segundo Bert Hellinger, “se os pais fossem perfeitos, se a mãe fosse a ideal, não seríamos capazes de viver. Não teríamos a força para viver. Somos capazes de viver porque os nossos pais são imperfeitos. ”

Portanto, é preciso compreender e respeitar também as falhas de nossos pais. Aquelas que vieram antes de nós ou mesmo durante a nossa existência.

Existe uma lei que aplicamos na Constelação Sistêmica capaz de trazer equilíbrio para todo o nosso sistema: a Lei da Hierarquia.

A Lei da Hierarquia se estabelece quando entendemos a importância de respeitarmos quem veio antes de nós, seja no trabalho, seja na família.

Sendo assim, pense bem. Os nossos pais vieram antes de nós. Os nossos pais nasceram primeiro que nós e é por meio deles que existimos.

Nesse sentido, quando colocamos os nossos pais como maiores que nós e que perto deles somos menores, reverenciando a sua força, o seu conhecimento e respeitando os seus lugares de direito, nós conquistamos sucesso na vida. Quando entramos em concordância com os nossos relacionamentos, a nossa vida flui.

O quanto é importante, segundo a visão sistêmica, estar bem com os pais?

Os nossos pais são a cara do nosso sucesso!

Mas, ninguém nasce pronto e grande, todos nós precisamos fazer escolhas e aprender.

Você jovem, não nasceu sabendo tudo e não nasceu grande. Você nasceu pequeno e foi crescendo e agora pode crescer muito mais, basta querer saber que caminho você quer tomar. Qual é esse caminho? Por onde você quer trilhar? Onde você quer chegar?

Vamos começar pela nossa base: a família.

Quantas vezes você agradeceu os seus pais por aquilo que fizeram ou fazem por você? O suor derramado por você. Quantas vezes você olhou nos olhos do seu pai e da sua mãe e disse: “Papai, mamãe, muito obrigada por tudo o que vocês me proporcionam.”

Sendo que, às vezes, proporcionam até demais.

Eu preciso apenas do necessário.

Você sabia que os limites nos protegem?

E são os pais que nos dão limites e conselhos a todo o momento.

Eles vieram primeiro, já viveram muito mais do que nós, e, portanto, tem muito conhecimento para passar na intenção de nos poupar, por amor, de erros que eles já cometeram. Os pais fazem isso pensando na nossa segurança, no nosso bem-estar.

Mas, muitas vezes, não aceitamos. Muitas vezes, batemos de frente com eles. Mas, por que? Por rebeldia, talvez. Porque, na maioria das vezes nos colocamos como sendo melhores que nosso pai e nossa mãe. E, quando nos colocamos nessa posição superior, nos enfraquecemos e ficamos mais suscetíveis a erros.

Confie mais na educação que os seus pais estão lhe dando. Questione com amor, não com um sentimento de superioridade. E, tenha a plena certeza de que nada muda se não mudarmos.

Quando mudamos a nós mesmos, aqueles que estão à nossa volta precisam se ajustar às nossas mudanças. Ninguém consegue mudar o outro, o outro só muda a partir da sua mudança. Quando você muda de forma equilibrada e saudável para você mesmo, o seu relacionamento com os outros melhora também.

Depois de tudo o que você leu até aqui, eu te pergunto: Você vai esperar até quando para mudar o seu jeito de se relacionar com a sua mãe e com o seu pai?

Busque ser mais compreensível.

Escute quem está próximo.

Preste atenção no outro.

Você tem colocado limite no seu tempo de uso do celular e contato com a internet, por exemplo?  Quanto tempo você tem passado sozinho? E com a família?

Você saberia me dizer o que os membros da sua família têm passado neste exato momento? Quais as dificuldades mais atuais que eles estão vivendo? Quais as alegrias?

Pense um pouco mais. Como é que eu me comporto no meu meio?

Busque fazer o diferente.

 

Ana Claudia de Carvalho

           Terapeuta Sistêmica/ Consteladora Familiar

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